© 2017 Centro de Formação Dom Bosco

Avenida Santa Inês, 2031

Parque Mandaqui - São Paulo

Tel: (11) 2257-0701

  • Black Facebook Icon

E quando o assunto é limite?

16.08.2017

| Grupo dom Bosco |

Sempre que falamos em educação das crianças, nos vem à mente a linha tênue que existe em relação aos limites que devem ser dados a elas. Como definir a dose certa de atenção e carinho que uma criança precisa, sem que ela fique mimada ou birrenta demais? Ou sem que a excluamos de algumas vivências, achando que isso significa dar limites?

 

 

Realmente, não há uma receita certa e cada família deve conhecer os limites em relação às regras praticadas no seu contexto familiar. No entanto, sabemos que ensinar limites e regras de comportamento só fará com que a criança cresça sabendo que há um mundo em que elas são praticadas no seu dia a dia, seja no ambiente escolar, corporativo, em culturas diferentes ou qualquer que seja o universo com que ela venha a conviver.

 

Dizer não aos filhos é difícil, mas dizer sim o tempo todo pode transformar uma criança mimada em um jovem eternamente dependente dos pais. É preciso mostrar a importância da autonomia para as crianças, com pequenas vivências no dia a dia. Um adolescente que está no 9º Ano, por exemplo, em três anos estará indo para uma universidade ou até para o mercado de trabalho. Se os pais não dão limites acabam se tornando reféns dos filhos e, lá na frente, eles não saberão lidar com conflitos e adversidades de forma natural.

 

Alguns especialistas defendem que as conquistas das crianças, devem vir por meio do mérito. Assim, atitudes que estimulem o famoso “jeitinho” devem ser evitadas, pois ensina as crianças a adotarem sempre uma forma “especial” de resolver problemas ou conflitos.

 

O papel principal dos pais é formar a moral e a ética dos filhos, ensinar valores. Mas, parece que hoje a maior preocupação é a felicidade das crianças, evitando que elas se decepcionem ou se sintam contrariadas. Se os pais fizerem tudo o que os filhos querem, a criança cresce com uma visão distorcida do mundo, não fortalece a capacidade de ouvir os “nãos” da vida e não saberá lidar com adversidades.

 

É difícil, mas necessário. Ninguém gosta de ver os filhos chorando ou contrariados. E hoje os pais têm medo de serem vistos como “durões”, mas estão apenas educando seus filhos.

 

Hábitos de leitura, de alimentação e de vida saudável também ensinam sobre saúde emocional. Sabemos que a base da prevenção de doenças também é a educação. E educação começa em casa. Um pai obeso, que come mal, não pode reclamar que os filhos não se alimentam de forma saudável. A mesma coisa se os pais nunca deram um livro de presente para o filho, mas cobram que ele leia ou, ainda, pais tabagistas que proíbem que os filhos fumem. Um bom exemplo é também parte de uma boa educação.

 

Não existem modelos a serem seguidos, até porque cada família e cada filho é único. Mas, o que se sabe é que as boas relações devem ser construídas com diálogo e é sempre muito importante ouvir o que os filhos têm a nos comunicar, pois eles também nos ensinam muito.

 

Vale estabelecer os próprios critérios, de acordo com valores de cada família. Mas, sem nunca perder de vista que uma criança ou adolescente precisa conhecer o mundo como ele é, com suas adversidades e conflitos. E as regras e limites ensinam a lidar com eles de uma forma mais madura e natural na vida futura.Ana BacchelliGestora de MarketingColégio Dom Bosco 

 

 

 

Ana Bacchelli

Comunicação e Marketing Colégio Dom Bosco

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Featured Posts

Educar com valores e responsabilidade

August 20, 2019

1/10
Please reload

Posts recentes

September 22, 2018

Please reload

Arquivo
Please reload

Tags